Alunos de 9 escolas da zona rural estão sem transporte escolar em Nova Mamoré

Alunos de nove escolas na zona rural de Nova Mamoré (RO), cidade a pouco mais de 330 quilômetros de Porto Velho, não estão conseguindo chegar às instituições. O motivo é a suspensão do transporte escolar. Uma empresa decidiu paralisar 21 ônibus que fazem o serviço por atrasos no pagamento.
Os ônibus deveriam começar a fazer o transporte dos alunos na última segunda-feira (25) nas cidades de Nova Mamoré, Nova Dimensão, linha 34, Jacinópolis e Ribeirão. No entanto, os veículos permaneceram com a prestação de serviço interrompida.
Empresa decidiu paralisar 21 ônibus que fazem o serviço
A frota de ônibus que atende as instituições de ensino da zona rural é de 50 veículos, sendo 21 pertencentes a empresa, que decidiu não renovar o contrato com o município. O restante dos veículos continuam fazendo o transporte dos alunos.
Convênio
Segundo a prefeitura de Nova Mamoré, o Estado deveria assumir o convênio com as empresas de ônibus desde 2016. Porém, é o município que está fazendo o pagamento das empresas. Após o término do convênio vigente, um novo foi celebrado em setembro com recursos do município.
No final do ano passado, o município deu entrada na justiça para que o estado pague a dívida que foi gerada em 2018 por causa da prestação de serviços aos alunos. O estado já reconheceu a dívida, de R$ 900 mil, e deve destinar na próxima quarta-feira (27) R$ 600 mil para Nova Mamoré.
Ainda de acordo com a prefeitura, um processo de emergência será feito em Nova Dimensão para a contratação de transporte escolar ainda nesta semana.
Protesto
Pais de alunos da Escola Estadual Maria Laurinda Groff e da Escola Municipal Manoel José dos Santos, em Nova Dimensão, decidiram fechar as instituições de ensino em forma de protesto pela falta de transporte escolar.
Os pais se reuniram com diretor da Laurinha Groff e debateram sobrem a falta de professores, salas de aulas e péssimo estado de conservação das estradas.
Pela falta do serviço de transporte, os pais decidiram registrar um boletim de ocorrência. De acordo com os moradores, o protesto seguirá até que o problema seja solucionado.
Fonte: G1

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